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Formação

08/10/2014

Curso capacita setor de resíduos sólidos a viabilizar produção de biogás

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) em parceria com Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e FESPSP promovem CURSO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA PARA PLANTAS DE BIOGÁS NO SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS.

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) em parceria com Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo promovem CURSO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA PARA PLANTAS DE BIOGÁS NO SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS.

Segundo Francisco Dantas, pesquisador da FESPSP e um dos organizadores do curso, o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), tem desenvolvido ações, juntamente com o Governo Alemão, através da GIZ, no desenvolvimento de um Projeto de Cooperação Técnica, tendo como foco o aproveitamento energético de biogás no Brasil. “Essa iniciativa é chamada de Projeto Brasil-Alemanha de Fomento ao Aproveitamento Energético de Biogás no Brasil (PROBIOGÁS), e busca contribuir para a ampliação do uso energético eficiente do biogás e para a redução de emissões de metano e de dióxido de carbono na atmosfera”.

O PROBIOGÁS juntamente com a FESPSP e o Institute for Biogas, Waste Management & Energy desenvolveu o Curso de Viabilidade Técnico-econômica para Plantas de Biogás no Setor de Resíduos Sólidos Urbanos, com apoio da Associação Brasileira de Biogás e Metano (ABBM), da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás), da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) e da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE).

O objetivo do curso é Capacitar profissionais experientes, tornando-os aptos a desenvolver estudos de viabilidade técnico-econômica para plantas de biogás no setor de resíduos sólidos urbanos (RSU). A metodologia utilizada será a exposição de conteúdos, realização de exercícios práticos e troca de experiências entre instrutores. “Os instrutores do curso são capacitados e experientes no assunto e promoverão a articulação do know-how e expertise alemãs com o conhecimento das condições brasileiras neste segmento”, explica Dantas.

O curso abordará principalmente os fundamentos para planejamento e soluções para o tratamento de resíduos, para a produção e o aproveitamento de biogás nas condições e cenários brasileiros. Além disso, assuntos técnicos como pré-tratamento, digestão anaeróbia e compostagem da fração orgânica dos resíduos urbanos e industriais também serão estudados. Esses temas darão a base para o assunto-chave do curso que é o cálculo da viabilidade técnico-econômica de plantas de biogás no setor de RSU. Este curso é dirigido para profissionais experientes na área de gestão de resíduos sólidos urbanos e avaliação técnico-econômica de projetos de tratamento desses resíduos, além de engenheiros projetistas atuantes nesse segmento.

O curso será ministrado em inglês, sem tradução, as vagas são limitadas e as pré-inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de outubro de 2014 pelo Portal Capacidades. Os candidatos serão selecionados a partir das respostas às perguntas exigidas no momento da inscrição e devem possuir um nível de inglês avançado para a melhor compreensão do conteúdo.

Acesse a página de inscrições e a programação completa do curso, bem como o currículo resumido dos instrutores, Clicando aqui.

Serviço

CURSO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA PARA PLANTAS DE BIOGÁS NO SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS.

Data: 04/11/2014 à 07/11/2014

Horário: 09:00hs

Carga Horária: 32 horas

Local: Campus FESPSP - rua General Jardim, 522 - Vila Buarque (entre a rua Dr. Cesário Mota Jr. e Dr. Vila Nova) - São Paulo - SP.

Nº Vagas: 40 vagas

Prazo de Inscrição:26/09/2014 à 15/10/2014

Inscrição


Contexto Brasileiro

No Brasil, com a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei nº 12.305) em 2010, municípios, empresas e indústrias sentiram a necessidade de buscar novas soluções para o tratamento dos diversos tipos de resíduos. As tecnologias inovadoras e sustentáveis da biodigestão controlada da fração orgânica de RSU vêm atraindo cada vez mais o interesse dos atores desse setor.

A valorização da fração orgânica dos resíduos sólidos urbanos é uma prática muito comum em vários países, principalmente na Europa, onde existe uma vasta gama de tecnologias já estudadas e implementadas em escala comercial. Entre essas tecnologias, a biodigestão controlada, que decompõe os resíduos orgânicos transformando-os em biogás e composto orgânico passível de ser utilizado com fertilizante, é certamente uma das mais utilizadas.

Uma das dificuldades encontradas pelos interessados nessas tecnologias é a falta de conhecimento e informações sobre sua aplicabilidade no contexto brasileiro. As diferenças entre as condições climáticas e a composição dos resíduos urbanos no Brasil e na Europa, por exemplo, exigem avaliação quanto à necessidade de adaptações das tecnologias já consolidadas nos países europeus. Além disso, custos com importação, tarifas e transferência de know-how exigem uma complexa avaliação quanto à viabilidade técnico-econômica dessas plantas quando instaladas no Brasil.

Dados sobre Resíduos Sólidos no Brasil*

Segundo dados do IPEA (2012), no Brasil são coletados 183,5 mil toneladas de resíduos sólidos por dia. Cerca de 66 milhões de toneladas por ano. Representa 98% das moradias urbanas e apenas 33% das rurais.

A matéria orgânica representa:
Matéria Orgânica: 51,4% do lixo diário;
Material reciclável: 31,9% (alumínio, plásticos, papel, aço, metais e vidro).

Segundo o IBGE (2001), 36,18% do resíduo sólido urbano (RSU) são depositados em aterros sanitários. Desses, 37% em aterros sanitários controlados e 21,2% em lixões. O Potencial de geração de energia é superior a 350 MW, dos quais, apenas 20 MW são explorados.

*Fonte: 'O Aproveitamento Energético do Biogás em Aterros Sanitários. Unindo o Inútil ao Sustentável' de Ana Luiza P. F. Landim e Lizandra P . de Azevedo, ambas do BNDES.




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