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#SeminarioFESPSP

24/09/2018

Diferentes tipos de Fake News são destaque no primeiro debate do Seminário FESPSP 2018

Especialistas trataram sobre a diferença entre boatos, equívocos, notas mal-intencionadas e opinião.

O fenômeno das Fake News e sua influência nas eleições deste ano foi o tema de discussão do primeiro debate do Seminário FESPSP 2018. Os debates, minicursos, grupos de trabalho e reuniões da Cicla das 5 acontecerão entre os dias 24 e 28 de setembro, no campus FESPSP, tratando sobre o tema “Nas encruzilhadas da Democracia, instituições e informação em tempo de mudança”. Saiba mais sobre a programação e as inscrições aqui.

 

“Temos um problema muito maior do que a Fake News: a desinformação, que vai muito além da notícia falsa”, declarou a advogada e mestranda em Ciências Sociais, Andréia Santos, na mesa da abertura do Seminário. A especialista em educação e direito digital chama atenção para a força do engajamento que correntes e notícias falsas têm por tratarem de temas capazes de causar pânico moral e medo na sociedade. Presentes neste primeiro debate também estavam Pablo Ortellado, ativista e professor do curso de Gestão de Políticas Públicas (EACH-USP) e Rodrigo Hornhardt, chefe de redação do jornalismo do SBT. A mediação ficou com o Prof. Dr. Paulo Silvino Ribeiro, coordenador do Núcleo de Pesquisas da FESPSP.

 

O uso das Fake News e a criação deste nome para denominar o compartilhamento de notícias creditadas como falsas começou na campanha de Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos, quando começaram a espalhar boatos sobre ela. Surgiu, portanto, na imprensa e não na academia, lembrou Ortellado, destacando que “nesta mesma eleição Donald Trump passou a utilizar o termo para qualquer cobertura que ele considerava equivocada. Então, na mesma eleição, Fake News passou a ser utilizado para coisas muito diferentes”. Ortellado aponta que esse fenômeno vem acompanhado de duas linhas: o compartilhamento de boatos, que tem a força do testemunho, ou de notícias falsas, acompanhados por um simulacro do jornalismo, formato e falsa apuração; e a confusão causada pelos blogues de opinião, que passaram a compartilhar textos em formato noticioso.

 

O jornalista Rodrigo Hornhardt chamou atenção para a importância de não se confundir midiativismo com jornalismo. Ele lembra que, a partir dos protestos de Junho de 2013, a imprensa tradicional foi muito atacada, junto à política tradicional, e muitos veículos foram expulsos de protestos. Surgia ali então a importante cobertura dos meios independentes de comunicação. “Porém, não dá para confundir os dois, porque um está defendendo um lado, o que é importante, porém apenas o outro tem o dever ético da profissão de dar voz para todos os lados envolvidos no fato”, lembrou Hornhardt.

 

Após algumas perguntas feitas pela plateia, em que se discutiu o papel da imprensa e do profissional da informação na checagem dessas Fake News, o avanço internacional desta pauta e alguns casos famosos que circularam nas redes sociais desde as eleições de 2014, o professor Paulo Silvino Ribeiro encerrou o debate agradecendo a presença de todos os convidados e presentes. O Seminário FESPSP 2018 continua até o dia 28 de setembro.

 

Rodrigo Carani

Comunicação - FESPSP

 





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