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Aula Aberta

01/06/2017

Agronegócio e agricultura familiar são discutidos em aula aberta na FESPSP

Curso de pós-graduação em Estudos Brasileiros trouxe o geógrafo Danilo Valentin Pereira e a antropóloga Talita Lazarin Dalbó para palestrarem sobre o tema.

A dimensão histórica e sociopolítica do embate entre o agronegócio e a agricultura familiar/camponesa foi discutida na aula aberta “Questão agrária, territorialidades e direitos étnicos” da disciplina de Cultura e Sociedade, ministrada pela Profa. Dra. Maria Cecilia Turatti, no curso de pós-graduação em Estudos Brasileiros da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), na última quarta-feira, 31 de maio de 2017. O encontro contou com a presença de alunos e interessados na temática.

O encontro contou com apresentações de Danilo Valentin Pereira, geógrafo e pesquisador no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA), e de Talita Lazarin Dalbó, doutoranda em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP) que estuda a temática da Educação Escolar Indígena.

Os conflitos no campo estão cada vez mais violentos e intensos porque existem no Brasil dois modelos de desenvolvimento que se contrapõe: o agronegócio e a agricultura familiar. “Dentro destes dois tipos acontecem conflitos porque eles possuem lógicas diferentes no que diz respeito ao território, comercialização, vivência e relação com a terra”, explica Pereira. O pesquisador apresentou dados que mostram que 86% das verbas públicas do setor são destinadas ao agronegócio e é responsável por 30% da produção da comida. Enquanto que apenas 14% da verba é destonada a agricultura familiar, que, por sua vez, é responsável por 70% da comida.

Os direitos indígenas sobre a terra foram apresentados pela antropóloga Talita Lazarin Dalbó, que explicou o que se configura como direito, identidade indígena, direito coletivo e étnico. “No período colonial, quando aparece à questão indígena é apenas no sentido de ‘precisamos integrar os índios à nação. A ideia é de que os índios deveriam ser libertos da escravidão mas para que eles se tornassem órfãos do Estado, que passaria a cuidar deles para que encontrassem um ofício, ou seja, a única intenção era transformá-los em mão de obra barata’”, conta.

Na próxima quarta-feira, 7 de junho, acontecerá a continuação do debate, com a presença de José Paulo Pires Perestrello, analista agrário do INCRA, e Patrícia Borba de Souza, advogada, doutorando em Direito Político e Econômico  pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, que estuda direitos quilombolas e meio ambiente. O encontro acontecerá às 19h30, na FESPSP. 

 

 

Confira os depoimentos dos palestrantes sobre os temas abordados na aula aberta:




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