O projeto, anunciado no Manifesto dos fundadores da Escola
Livre de Sociologia e Política de São Paulo
divulgado em 27 de maio de 1933, era ambicioso, mas as primeiras
aulas foram ministradas em condições modestas,
nas salas emprestadas à noite pela Escola de Comércio
Álvares Penteado, no tradicional largo de São
Francisco. Só em 1954 seria ocupado, em tempo integral,
o casarão da rua General Jardim, 522. Entre as duas
datas, consolidou-se o prestígio da Escola de Sociologia
e Política.
O reconhecimento oficial pelo governo paulista
como instituição de utilidade pública
veio em 1938. No ano seguinte, a ESP foi incorporada à
Universidade de São Paulo, como instituição
complementar autônoma, status que manteve até
o início da década de 80. Foi o conteúdo
pedagógico, porém, que garantiu à Escola
o respeito e a admiração dos meios intelectuais
brasileiros.
Marcos importantes da trajetória da
ESP, nesse período, foram a publicação
da revista Sociologia (1939-1966) e, em 1941, o início
dos cursos de pós-graduação. Paralelamente,
começou a desenvolver-se intensa atividade relacionada
a estudos e projetos encomendados por órgãos
públicos e pela iniciativa privada, que perdura até
hoje.