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Cinema e Debate

14/11/2017

FESPSP recebe pré-estreia do documentário Fio de Esperança: Independência ou Guerra no Saara Ocidental

Embaixador saharaui e diretor do documentário conversaram com os alunos após a exibição.

Pouco se fala sobre o conflito no Saara Ocidental, onde o povo saharaui luta contra a ocupação marroquina do território. Na última segunda-feira, 13 de novembro de 2017, o Prof. Dr. Moisés Marques trouxe para a FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) a pré-estreia do documentário Um Fio de Esperança: Independência ou Guerra no Saara Ocidental, que conta a história da busca pela independência da última colônia africana – um dos conflitos mais longos da atualidade. Abordando desde a frustração do povo saharaui até a neutralidade do Brasil diante deste confronto.
 
O filme mostra também a expectativa dos líderes e representantes da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) de que o Estado brasileiro se posicione sobre a causa saharaui, denunciando que o Brasil importa sardinha e fósforo do Marrocos, que na verdade são retirados ilegalmente do Saara Ocidental. Além do professor, participaram dos debates depois da exposição Rodrigo Duque Estrada, um dos diretores do filme, e Emboirik Ahmed, embaixador saharaui e representante de Frente Polisário para o Brasil. 
 
Confira a sinopse:
 
Negligenciado pelo mundo, o Saara Ocidental é um dos conflitos de independência mais longos da história. O documentário conta a história da resistência do povo saharaui, que há 25 anos espera a realização de um referendo de autodeterminação. O filme explora a frustração crescente desse povo com o processo de paz da ONU, que está se transformando no símbolo de legitimação da ocupação marroquina no território. Seja nos acampamentos de refugiados - onde construíram um Estado em exílio sob as condições mais adversas do deserto -, nas zonas liberadas - uma das regiões mais contaminadas por minas terrestres do mundo - ou nos territórios ocupados pelo Marrocos - onde vivem sob opressão e medo constantes -, os saharauis falam cada vez mais em abandonar a resistência pacífica e retomar a luta armada para libertar sua terra.
 
Abundante em reservas de fosfato e com uma das zonas pesqueiras mais ricas do mundo, o Saara Ocidental foi objeto de cobiça das grandes potências desde o final do século XIX, quando passou a ser colonizado pela Espanha. Quase 100 anos depois, o imperialismo continuou jogando as cartas com a invasão marroquina ao território em 1975 (apoiado por países como Estados Unidos, França, Arábia Saudita e Israel), fazendo do Saara Ocidental a última colônia africana. Hoje em dia, ainda que nenhum país do mundo reconheça formalmente a ocupação marroquina, ainda sim diversas empresas estrangeiras exploram e comercializam recursos do Saara Ocidental, o que constitui violação a diversos dispositivos internacionais. Vergonhosamente, o Brasil é um desses países.
 
Ao longo das últimas quatro décadas, a Frente Polisario, representante legítima do povo saharaui de acordo com a ONU e a Corte Internacional de Justiça, obteve avanços significativos no campo da diplomacia e do direito internacional. Hoje são mais de 80 países que reconhecem a independência da República Árabe Saharaui Democrática (RASD). Na América Latina, apenas Argentina, Brasil e Chile não reconhecem a independência do povo saharaui, preferindo adotar uma posição de neutralidade que, comprovadamente, apenas continua a beneficiar a ocupação e a manutenção do status quo de um regime monárquico genocida. A busca pelo reconhecimento brasileiro da independência do Saara Ocidental já vem de longa data. O ex-governador Miguel Arraes, escrevendo em 1987, acreditava que se tratava apenas de uma questão de tempo: "o reconhecimento da República Árabe Saharaui Democrática não é apenas uma questão de justiça. É clara recomendação da realpolitik; a RASD tem o apoio decidido de toda a Comunidade Africana. E o nosso destino é inarredável do destino da África e do Terceiro Mundo".
 
"Um Fio de Esperança: Independência ou Guerra no Saara Ocidental", é um projeto completamente independente que traz uma narrativa politizada sobre a necessidade de um envolvimento mais ativo e altivo da diplomacia e da sociedade brasileira com a independência do Saara Ocidental - para que se possa reverter a suposta "neutralidade" que, ao fim e ao cabo, está apenas contribuindo para empurrar a situação para a guerra e sendo complacente com a usurpação do direito fundamental de autodeterminação dos povos.
 
Trailer: 




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