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06/10/2017

Conferência de encerramento do Seminário 2017 questiona futuro do trabalho

Para fechar o Seminário de Pesquisa FESPSP 2017, a Profa. Dra. Ludmila Costhek Abilio realizou a conferência REFORMAS, AUTOMAÇÃO E DESEMPREGO: HAVERÁ FUTURO PARA O TRABALHO? na noite do dia 5/10.

Estiveram presentes a Profa. Dra. Valéria Martin Valls, Diretora do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, a Profa. Dra. Carla Regina Mota Alonso Diéguez, Diretora do curso de Sociologia e Política, e a Profa. Ms. Daniele Cristina Gonçalves Brene, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa, organizadora do Seminário. As diretoras se pronunciaram agradeceram a presença e a participação dos pesquisadores e dos alunos e deram início a conferência que foi mediada pelo Prof. Dr. Rafael de Paula Aguiar Araújo, que apresentou a convidada e deu início a conferência. O inevitável avanço tecnológico, a extinção de funções e atividades, as mudanças nos marcos legais e a deterioração das condições de vida do trabalhador são algumas das questóes que foram abordadas no evento.
 
Ludmila abre a sua conferência explicando sua preocupação de como o desenvolvimento tecnológico interage nas relações com o Estado e com a sociedade, em particular nas relações entre o capital e o trabalho, promovendo o aumento da produtividade, controle, subordinação, disciplina, gerenciamente e alienação do trabalho. "A tecnologia procura a redução do trabalho a mera força motriz, suficiente para a produção na medida exata".
 
Para a pesquisadora, a tecnologia abre a possibilidade aumentar o grau de exploração do trabalho pelo capital em escala nunca antes vista, a uberização do trabalho é um exemplo disso, a empresa que obtém lucro com a operação passa se autodenominar mediadora, não contratante, e não tem responsabilidade alguma por que executa o trabalho, o controle é feito pelos consumidores do serviço e o gerenciamento é feito por quem executa o trabalho. "Mas quem determina os valores é a empresa, assim como detém os algorritmos que promovem um ou outro trabalhador, há muita subordinação invisível nessa relação".
 
O desenvolvimento tecnológico conduzido pelo capital vai aprofundar as desigualdades sociais, vai trazer conhecimento para uma ponta da sociedade e desemprego em massa para grande parte da sociedade, aqueles que jã não tem acesso à educação, saúde, mobilidade, moradia ou mesmo ao emprego formal.
 
Em relação a Reforma Trabalhista em andamento, Ludmila está surpresa como a maior parte da sociedade não entendeu o que está acontecendo. "Os trabalhadores autônomos passarão a perder todos os direitos, o trabalhador intermitende poderá ganhar menos de um salário mínimo e a negociação direta entre patrão e empregado vai ter força de lei?, isso é um absurdo".
 
Segundo a pesquisadora, a reforma, além de não incluir os trabalhadores informais, vai levar os trabalhores formais a informalidade. "A reforma é realmente ultramoderna(sic), pois vai oferecer um cardápio de mão de obra para todo tipo de interesse do capital, a reforma é a legalização da uberização do trabalho, estamos vivendo um momento de inovação(sic)"
 
Quando se fala em mercado de trabalho no Brasil, a questão é mais dramática, o trabalhador com baixa qualificação não tem uma trajetória profissional, segundo a pesquisadora. "Ele já foi informal, formal, trabalha em diversar áreas, em atividades totalmente distintas, aceita qualquer trabalho para sobreviver. Ele de certa maneira já é uberizado, o que está acontecendo agora é que o fenômeno da uberização do trabalho já estão surgindo em países desenvolvidos, será uma tendência global papra o futuro, e sem retorno".
 
 
Da esquerda para direita os professores e professoras:
Valérias Martin Valls, Maria Rosa Crespo, Daniele Cristina GonçalvesBrene, Marta de Aguiar Bergamin, Ludmila Costhek Abilio e Rafael de Paula Araújo.
 
 
 
 
 
 
 
 
Sobre Ludmila Costhek Abilio
 
É doutora em Ciências Sociais pela UNICAMP (2011). Possui graduação em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP (2001) e mestrado em Sociologia pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP (2005). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Urbana e Sociologia do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: relações entre exploração do trabalho, financeirização e acumulação capitalista; estudos do desenvolvimento, relações entre trabalho e consumo. Fez seu Pós-doutorado (FEA-USP) sobre a constituição dos discursos sobre a chamada "nova classe média" brasileira, tratando da relação entre exploração do trabalho e acumulação capitalista, com estudo sobre o trabalho dos motofretistas na cidade de São Paulo. Atualmente é pesquisadora do CESIT, na Faculdade de Economia da UNICAMP, onde desenvolve pesquisa de Pos Doutorado sobre desenvolvimento, atuais políticas de austeridade e as transformações do trabalho no Brasil; assim como pesquisa sobre a Uberização do trabalho. Conduz pesquisa empírica com os motofretistas na cidade de São Paulo.




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