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Debate FESPSP

13/06/2017

A interação entre as ciências da informação e sociais são destaque em debate na FESPSP

Docentes e especialistas se reunirão para discutir a importância da museologia para o estudo das duas ciências.

Preservar a memória é uma tarefa que guia a profissão do museólogo. Memórias que se fazem essenciais para que possamos entender o passado de uma sociedade para compreendermos o presente e pensarmos o futuro. Na última sexta-feira, 9 de junho de 2017, docentes e especialistas em museologia, biblioteconomia, arquivologia, história, ciências sociais e antropologia se reuniram na mesa de debates “Museologia entre as ciências da informação e as ciências sociais”, na FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), para discutir a dinâmica entre estas áreas que possuem interesses comuns e estudam os processos humanos.

Para a museóloga Juliana Monteiro, especialista em Gestão Pública, é importante entendermos que estas áreas não se encontram isoladas e que é necessária a interação entre elas justamente para que produzam cada vez mais conhecimentos. Juliana explica que um dos exemplos é o surgimento da museologia social: “A museologia é uma área muito interessante, pois tem uma história que nasce no século XIX e em um primeiro momento era muito dedicada a estudar as técnicas. No século XX começamos a pensar a museologia para fora das instituições. ‘O que é esse museu? Qual é a função social dessa instituição?’ Começamos a pensar então em museologias. A interação do homem com o espaço do museu”, conta.

No campo das ciências sociais, a antropóloga Lia Dias Laranjeira contou um pouco sobre a sua tese de doutorado em História Social (USP/FAPESP), em que estudou o grupo étnico Macondes, que está entre o norte de Moçambique e o sul da Tanzânia. Lia falou sobre a interação do seu trabalho com o Museu de Nampula, que possui uma vasta coleção de artefatos e objetos que retratam a vida cotidiana da região (desde os anos 1990, o local se tornou o Museu Nacional de Moçambique, mas o acervo não foi alterado). “A pesquisa se debruçou sobre os acervos museológicos. Foi interessante pensar como objetos específicos encontravam ressonância com a minha pesquisa, os autores e com a produção bibliográfica”, explica, acrescentando que as coleções são formadas a partir do que aquela sociedade vivenciava em todos os aspectos: política, religião, colonização, violência, saúde, educação, entre outros.

O surgimento da antropologia a partir da museologia foi destacado pelo antropólogo Daniel De Lucca. “O debate ganha força no final do século XX, mas a relação está dada no século XIX, quando começamos a olhar para os objetos para tentar pensar as sociedades que não tinham a escrita. Se reconheceu que todo o fato museal é um fato social, pois os museus são tanto produto das sociedades como também produzem novas sociedades. Logo, são importantes para entendermos como as sociedades pensam a si mesmas. O modo de organizar a coleção e classificar objetos mostra a nós mesmos, nossos mitos, preferências. São visões de mundo sendo expostas”, declarou o docente, que também contou sobre sua pesquisa no Timor-Leste, que até 1974 era uma colônia portuguesa e em 1975 foi invadido pela Indonésia, que ficou na região até 1999. As duas colonizações afetam o conceito de história no país. “Eles estão tentando reconstruir uma narrativa que seja dos timorenses e não das colonizações”, conta De Lucca, acrescentando que no museu as pessoas têm consciência da nação e do que é ser cidadão. “O museu tem um papel muito importante para a população”.

O diálogo também necessário entre a arquivologia e a museologia foi o tema da apresentação da professora Simone Silva Fernandes, doutoranda em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). A partir da discussão dos princípios e métodos da arquivologia, a docente demonstrou a importância dos arquivos institucionais dos museus para a difusão e promoção de uma história mais abrangente sobre a museologia. “Os museus poderiam lançar um olhar patrimonial, social e cultural para os próprios arquivos que são produzidos e acumulados naturalmente, em decorrência das atividades que realizam. Dessa forma, os museus poderiam articular seus arquivos juntamente com o acervo e inclui-los em uma programação expositiva para serem objetos de visitação pública e pesquisa”, conta a especialista.

O debate sobre a interação entre a museologia e as ciências da informação e sociais, mediado pela professora Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli, contou com a participação de docentes do curso de Pós-graduação em Gestão de Acervos Museológicos, com inscrições abertas na FESPSP. Clique aqui para saber mais sobre o curso e se inscrever. Mais informações sobre os participantes estão disponíveis aqui. Quer saber um pouco mais sobre o mercado de trabalho no setor? Os docentes também falaram um pouco da experiência no setor, leia aqui.

 




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