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Cátedra Celso Furtado

04/09/2017

A importância do Estado na reconstrução do país

Na última sexta-feira, dia 1 de setembro de 2017 a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) recebeu o economista Ricardo Carneiro (debatedor central) e outros convidados para discutirem a reconstrução de um projeto democrátic

O tema é fundamental em um cenário de desmonte (instabilidade econômica, aumento da desigualdade social e precarização do trabalho) proporcionado pelo Governo Temer, que abalam constantemente as conquistas sociais e econômicas dos governos anteriores. A partir dessa discussão busca-se “O Brasil de amanhã” - tema do texto escrito por Ricardo Carneiro e Luiz Gonzaga Belluzzo.
 
A fala inicial de Ricardo Carneiro enfatiza a centralidade do Estado na reconstrução do pais, tendo em vista as medidas emergenciais e de logo prazo. As medidas emergenciais são: a negociação das dívidas de empresas e de famílias, a redução da taxa de juros, o aumento do gasto primário, o aumento do salário mínimo, o uso das reservas internacionais, a substituição da predominância na cobrança indireta dos impostos pela cobrança direta e proporcional.
 
Segundo Belluzzo e Carneiro as medidas de longo prazo visam o fortalecimento dos bancos estatais e das políticas de conteúdo local, que servirão para estimular as indústrias nascentes. Também faz parte do projeto, o fortalecimento das estatais em segmentos estratégicos – privatização não é uma possibilidade concebível – além da diminuição progressiva da hegemonia rentista (curto-prazista) reduzindo a taxa de juros, com a finalidade de desenvolver um projeto mais sólido e estável para economia brasileira, baseado na produção.  Como medida de longo prazo é necessário que se amplie o “estado de bem-estar social”, não apenas com políticas que visam o aumento do poder de compra, mas também, com políticas públicas relacionadas a saúde, educação e infraestrutura.
 
Carneiro recupera a antiga social-democracia para o “O Brasil de amanhã”, atribuindo como fundamental a combinação de três campos, são eles: o social, o industrial e o macroeconômico, relacionado respectivamente ao: “Estado de bem-estar social” (social), “Coordenação pública de investimento” (industrial) e “pró-crescimento e estabilidade” (macroeconômico).
 
A busca pela ampliação democrática representativa e participativa se faz necessária, para que isso aconteça é fundamental a coalizão entre as classes (classe trabalhadora, classes médias, empresariado e burocracia do Estado) que hoje estão polarizadas - os autores chamam de “coalizão desenvolvimentista”. É essencial que as discussões sobre os processos e as medidas tomadas pelos governantes sejam democratizados, e não como está sendo executado no momento pelo governo Temer, de forma autoritária, de cima para baixo, algo esperado de um governo ilegítimo que não foi eleito pelo povo, com quem não tem vínculo algum.
 
 
Bibliografia:BELLUZZO, Luiz; CARNEIRO, Ricardo. Brasil de amanhã, 2017
 
 
 



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