A primeira apresentação
por Tereza Cristina Barros
Em sua primeira apresentação, na comemoração dos 70 anos da FESPSP, no casarão da Sociologia, o Coral, que leva o mesmo nome da Fundação (Coral da FESPSP), com regência de Bia de Luca e seus colaboradores Claudia Felisberto e Luciano Vazzoler, teve uma receptividade muito positiva do público presente, ex-alunos, professores e convidados.
No repertório, escolhido para a ocasião do aniversário da Fundação, havia um pouco de história para contar. Primeiro, foi uma canção indígena, Hãi Nãi Hãi. Os integrantes do Coral começaram a cantar dispersos entre o público e subiram ao palco, levando a platéia à surpresa e a uma viagem à cultura e aos costumes índios: a música, cuja letra dá "boas-vindas", encantou a todos — eram, sim, as boas-vindas do Coral às festividades de comemoração.
A apresentação continuou com Funeral de um lavrador. Quem não se comoveu com essa composição? A emoção continuou com a alegria e a descontração do público e do coro na música seguinte, ABC do sertão, de Luiz Gonzaga.
A exibição terminou com o Canto das três raças. O público pediu bis, e o Coral cantou novamente ABC do sertão.
O Coral encerrou seu primeiro recital com muita alegria e seriedade, emocionando seus integrantes e o público. Sem dúvida, o envolvimento de coro e platéia foi recíproco, a energia boa que rolou atingiu a todos. Ficou bem claro que essa apresentação seria a primeira de muitas outras.
O Coral da FESPSP na Assembléia Legislativa
por Maria Alice
A audição do Coral da FESPSP na Assembléia Legislativa paulista foi um momento muito especial para os coralistas, pois era a segunda exibição do grupo desde que foi formado.
Antes de cantar, ouvimos o discurso do deputado Simão Pedro (PT), ex-aluno da Fundação, que reconheceu o valor que a Escola de Sociologia e Política teve em sua formação. A diretora da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação (FABCI), Evanda Paulino, falou a respeito do pioneirismo da instituição.
Para finalizar a sessão, o Coral da FESPSP, sob a regência de Bia de Luca e com a participação do pianista e também regente Luciano Vazzoler, apresentou Funeral de um Lavrador — parte do poema Morte e vida severina, de João Cabral de Mello Neto, com música de Chico Buarque —, ABC do sertão, de Luiz Gonzaga, e uma canção dos índios nambiquaras, Hãi Nãi Hãi.
Após o recital, fomos recepcionados com café da manhã.
Foi um evento cheio de significado. A participação do Coral levou alegria às pessoas, o que com certeza é muito gratificante.
O Projeto Sala 5
A apresentação no Projeto Sala 5 foi maravilhosa. Não me lembro bem que músicas cantamos, qual o número de contraltos e sopranos e muito menos a quantidade de pessoas presentes. Mas, ao recordar esse evento, penso na causa principal do Coral da FESPSP. Acho que tem que ser esse o maior objetivo.
O Projeto Sala 5 é na periferia de São Paulo. Não sei o nome do bairro, sei que pra chegar subimos um morro. As ruas eram tão estreitas que o ônibus não conseguiu chegar até o Projeto. Tivemos que subir a pé o restante do percurso.
Nesse dia, o coro também precisou mostrar talento para imprevistos (coisa de artista). A Bia, regente do coro, na intenção de atrair o público para a apresentação, ensinou-nos uma nova música, algo bem simples. E ela brincou de reger a platéia, na maioria formada por crianças e adolescentes.
Vou guardar essa apresentação como um exemplo, o motivo principal de fazer parte de tudo isso, além de aprender e me envolver com a música de qualidade: levar um pouco dos conceitos de cultura e cidadania a áreas mais carentes, como essa do Projeto Sala 5.